Quem foi Delfim Santos

Delfim Santos (1907-66) foi um dos maiores filósofos portugueses do século XX, embora formalmente apenas tenha sido professor catedrático de Pedagogia, área a que devotou obras muito importantes, tal como a Fundamentação Existencial da Pedagogia (1946).

Em jovem estudou com Leonardo Coimbra na Universidade do Porto, tendo ido como bolseiro da Junta de Educação Nacional, de Outubro de 1935 a meados de 1937, primeiro para Viena, onde participou nos trabalhos do célebre círculo do mesmo nome (o Wiener Kreis), e mais tarde para Londres e Cambridge.

Escreveu o livro Situação valorativa do positivismo (1938) como relatório dessa estadia, tendo defendido a tese Conhecimento e realidade em 1940 como doutoramento na Universidade de Coimbra. Entre as duas obras publica também Da filosofia (1939).

Vai então para Berlim (1937-42) como leitor e Gastprofessor na secção de Filosofia dessa Universidade, para aprofundar o conhecimento dos pensadores alemães Martin Heidegger (Friburgo) e Nicolai Hartmann (Berlim).

Voltando em 1942 para Portugal, entra em Janeiro de 1943 como primeiro assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (secção de Ciências Pedagógicas), sendo aprovado em concurso para professor extraordinário em 1947, nomeado professor agregado em 1948, e tornando-se finalmente professor catedrático por concurso em 1950. Foi também professor de Psicologia e Sociologia no Instituto de Altos Estudos Militares em 1955, e 1958-1962.

Em 1962 propõe à Fundação Gulbenkian a criação de Centro de Estudos Pedagógicos da Fundação Gulbenkian, que dirige desde a sua criação, em 1963, até à sua morte.

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